segunda-feira, 29 de agosto de 2016

10 concursos mais bem pagos e disputados do Brasil

Concurseiros terão um ano agitado em 2013. Um dos motivos que leva milhares de brasileiros a investir nos estudos para prestar concursos públicos é a alta remuneração oferecida. De acordo com os dois especialistas, serão 130 mil vagas nas carreiras públicas para 2013, somando-se oportunidades nas esferas municipal, estadual e federal. Além do salário são diversas bonificações ao longo da carreira. Em cargos de confiança, o servidor ganha um acréscimo no salário, e os planos de carreira, que proporcionam aumentos salariais periódicos. Veja abaixo apenas os concursos no nível federal:

1) Senado Federal e Câmara dos Deputados

O concurso do Senado é um dos mais concorridos. O último, realizado em março deste ano, teve 157.939 inscritos para 246 vagas disponíveis, o que representa uma média de 642,02 candidatos por vaga. A remuneração oferecida foi de R$ 13.833,64 para técnico legislativo e polícia legislativa, R$ 18.440,64 para analista legislativo e R$ 23.826,57 para consultor legislativo.
A Câmara dos Deputados tem uma das mais altas remunerações. A próxima seleção será realizada no dia 3 de junho e oferece 34 vagas de nível superior para sete cargos diferentes. A remuneração inicial é de R$ 11.914,88.
A última seleção na Câmara foi realizada em 2007 e ofereceu 212 vagas com salários entre R$ 3.252,22 e R$ 9.008,12.

2) Receita Federal

O último concurso da Receita Federal foi realizado em dezembro de 2009, quando foram oferecidas 450 vagas para o cargo de auditor fiscal, com remuneração de R$ 13.067,00, e outras 700 vagas para o cargo de analista tributário, com remuneração de R$ 7.624,56. Ao todo, 158.005 pessoas se inscreveram. A previsão é de que o próximo edital do concurso seja lançado em junho deste ano.
3) Tribunal de Contas da União
O TCU divulgou nota recentemente anunciando a realização de concurso público para o preenchimento de 29 vagas de nível médio para o cargo de técnico federal de controle externo. A remuneração inicial é de R$ 6.308,42, podendo chegar a R$ 9.334,55. A última seleção para o tribunal de nível médio teve 28.769 pessoas inscritas. O último concurso de nível superior para o tribunal foi realizado no ano passado e ofereceu 70 vagas de auditor federal do controle externo. No total, quase onze mil pessoas se inscreveram para concorrer aos cargos com remuneração inicial de R$ 11.256,83.

4) Ministério Público da União

O último concurso do MPU, realizado em 2010, teve 754.791 inscritos para concorrer a 590 vagas, sendo 408 para o cargo de técnico (nível médio) e 186 para analista (nível superior). A remuneração oferecida foi de R$ 3.993,09 para técnicos e R$ 6.551,52 para analistas.

5) Polícia Federal

A Polícia Federal realizou concurso público, no início de maio, para o preenchimento de 600 vagas – sendo 500 para o cargo de agente e 100 para o cargo de papiposcopista. Ao todo, 119.005 pessoas concorreram aos cargos com salários iniciais de R$ 7.514,33. Está previsto para este mês o lançamento de mais um concurso, que oferecerá 600 vagas – 350 para o cargo de escrivão, 150 para delegado e 100 para perito, com salários de R$ 7.818 para escrivão e R$ 13.672,00 para delegado e perito.

6) Banco Central

Os concursos do Banco Central atraem milhares de interessados, graças aos bons salários oferecidos. A remuneração inicial de técnico (nível médio) é de R$ 4.917, podendo chegar a R$ 8.449. Já para o cargo de analista (nível superior), o salário é de R$ 12.960. Existem 13 classes nas carreiras. Os servidores do quadro exercem funções de confiança. Há possibilidade de preenchimento de cargos comissionados de assessoramento e gestão. A previsão é de que seja lançado edital para concurso público ainda neste ano. Segundo previsões do próprio BC, 279 funcionários deverão sair em 2012, 224 em 2013 e 131 em 2014.

7) Controladoria-Geral da União – CGU

A CGU também oferece salários atrativos. O concurso que será realizado nos dias 16 e 17 de junho deste ano, oferece 250 vagas de nível superior, com remuneração inicial de R$ 12.960,77. As vagas são para analista de finanças e controle nas áreas Administrativa, Correição, Com. Social, Auditoria e Fiscalização, Tec. da Informação e Prevenção e Ouvidoria. A última seleção da CGU foi em 2008 e ofereceu 220 vagas de analista de finanças e controle (nível superior) e 180 vagas de técnico de finanças e controle (nível médio), com remuneração de R$ 8.484,53 e R$ 3.907,79, respectivamente.

8) Agência Brasileira de Inteligência

O último concurso da Abin ocorreu em 2010 e ofereceu 80 vagas – sendo 50 para o cargo de oficial técnico de inteligência (nível superior) e 30 para o cargo de agente técnico de inteligência (nível médio). A remuneração oferecida foi de R$ 10.216,12 para nível superior e R$ 4.211,04 para nível médio. Ao todo, mais de 49 mil pessoas se inscreveram no concurso, o que representou média de 615 candidatos por vaga.

9) Supremo Tribunal Federal

A última seleção para o STF, ocorrida em 2008, ofereceu 188 vagas – 77 para técnico judiciário (nível médio) e 111 para analista judiciário (nível superior). A remuneração oferecida foi de R$ 3.323,52 a R$ 5.484,08, de acordo com o cargo. O concurso, organizado pelo Cespe/UnB, teve 135.521 inscrições e 94.442 validadas pela confirmação do pagamento da taxa. A concorrência média foi de 502,35 candidatos por vaga. Previsto um novo edital no segundo semestre deste ano para formação de cadastro reserva.

10) Petrobras

O grande atrativo da Petrobras é o pacote de benefícios da empresa que inclui o auxílio creche ou auxílio acompanhante; auxílio ensino (pré-escolar, fundamental e médio) para os filhos; complementação educacional; assistência multidisciplinar de saúde (médica, odontológica, psicológica e hospitalar) e benefício farmácia; Plano de Previdência; e participação nos lucros e/ou resultados. Oferece várias opções de Nível Superior e Nível Técnico. Nos últimos concursos a remuneração variou de R$ 1.994,30 a R$ 6.883,05.

sábado, 27 de agosto de 2016

Planejar é Essencial

Tudo o que é feito sem o amparo de um planejamento tem razões e perspectivas fortes de que não dará certo. No vestibular acontece a mesma coisa. Se não houver um planejamento básico, todo o esforço de horas de estudo mal planejadas pode se tornar inócuo. Estabelecerei algumas formas elementares de um planejamento para o exame vestibular.
Primeiramente, faz­se necessário afirmar que estudar todas as matérias de cada disciplina é impossível e, mas ainda, algo que foge à realidade. Praticamente todas as provas dos vestibulares são mais ou menos padronizadas, ou seja, na prova de história da UFRGS sempre cairá uma ou duas questões de História Antiga, por exemplo. Se não cai nada a respeito da pré­história, torna­se pragmaticamente nulo o estudo desse tema. Mas como conseguir analisar essa padronização? A internet possui muitos sites que contêm para download provas antigas da universidades brasileiras. Quando prestei vestibular, consegui na rede as provas dos últimos cinco vestibulares anuais da UFRGS. Respondendo às questões de uma ou duas provas já é possibilitado ao vestibulando atento a constatação de que as provas são planejadas respeitando toda uma lógica de temas e assuntos.
Mais que estudar as provas da Instituição onde se quer prestar vestibular, é recomendado uma especialização vestibular. Em outras palavras, diria que é bobagem a pessoa fazer vestibular em quatro, cinco universidades diferentes. Com cinco vestibulares, a pessoa não se anima a empreender a análise já mencionada das provas de cada universidade e isso acarreta um total descaso com os conteúdos das provas. Determinado conteúdo que cai numa prova pode não ser cobrado em outra e acaba­se estudando todos os conteúdos, ou melhor, tentando estudar. Desse quadro emerge o conhecimento superficial, por parte dos vestibulandos, das provas que eles irão resolver. Portanto, o ideal seria prestar vestibular em uma única, ou, no máximo, duas universidades diferentes. Quanto mais vestibulares de diferentes Instituições se fizer no mesmo semestre, fica mais distante um planejamento que possibilite reais condições propícias para a aprovação.
Portanto, planejar é essencial! Tudo começa com a escolha da universidade e depois da especialização de suas provas. Esse é o passo inicial para se efetivar um caminho para um ordenamento de estudo que englobará um outro planejamento, o de intensidade de esforço para a aprovação no curso de interesse.

Não deixe aumentarem sua ansiedade

Nada de marcação. Os pais tendem a liberar sua ansiedade por meio de censura ou cobrança. De nada adianta ficar martelando que o rapaz ou a moça deveria estudar mais. O interesse pelos estudos é uma coisa complexa que se desenvolve a partir de muitos fatores, entre os quais o próprio exemplo dos pais, o ambiente na escola, as pressões exercidas pelo grupo social, o temperamento e a ambição de cada um. É um equívoco imaginar que alguém possa transformar­ se em um aluno esforçado só porque papai e mamãe, tomados por súbita ansiedade, começam a agir como sargento. Evite perguntar a todo momento se o jovem está comendo bem, se está dormindo o bastante. Pode parecer demonstração de afeto, mas só enerva.
Não se meta a professor. Não há nada mais irritante para um candidato do que ficar sendo submetido a testes fora de hora. Os pais devem evitar fazer a checagem diária do conhecimento dos filhos. Também é contraproducente tentar ensinar na última hora aquilo que o filho não conseguiu ou não quis aprender em meses de preparação para o vestibular. É mais útil tornar o ambiente doméstico um lugar acolhedor. O momento é de proteção.
Mude de assunto. Se todos na família estão envolvidos com os exames, é natural que esse seja o assunto dominante em casa. Nem poderia ser diferente. Mas tenha a sensibilidade de falar sobre outros assuntos de interesse de seu filho ou filha.
Leve­o para passear. Uma boa idéia é surpreender o filho candidato com um convite para jantar fora ou ir ao cinema. É uma forma de mostrar que ele tem aliados dentro de casa.
Não se faça de vítima. Muitos pais não resistem e dão um jeito de lembrar que se sacrificaram financeiramente para dar boa escola ao filho e, agora, esperam a retribuição de seu esforço com a vitória no vestibular. Alguns adolescentes entram em pânico. Os pais colocam os filhos na escola porque sabem que esse é o seu dever. Culturalmente, não está estabelecido que os jovens devem pagar o investimento em algum momento de sua vida. A exigência nesse sentido é um fardo a mais para o jovem.
Não chantageie seu filho. O velho discurso do "se você entrar na faculdade ganha um carro ou uma viagem para o exterior" é dos mais catastróficos. O que deveria servir de incentivo se transforma em fonte inesgotável de nervosismo.

Respeite os limites de seu filho. Quando o candidato é reprovado, isso já é punição suficiente. Não aumente o martírio do seu filho com bobagens do tipo "Eu não falei?" Nenhuma reação negativa de sua parte mudará o passado, mas pode ser determinante para o futuro. Tente analisar com ele o que houve de errado.