sábado, 27 de agosto de 2016

Leia mais rápido

O que você lê?
Acredite ou não, seus olhos podem ver apenas quando estão imóveis. Quando se movem, seu movimento é rapidíssimo, feito numa velocidade além do controle consciente. Esses movimentos são praticamente iguais, quer se trate de pessoa de leitura rápida, quer se trate de leitor lento. A diferença entre os dois reside na frequência das pausas entre os movimentos: os leitores rápidos param menos frequentemente. O exemplo abaixo realça essas diferenças ( os traços "/" assinalam as pausas):
O/olho/divide/uma/linha/impressa/em/segmentos./ (lento)
O olho divide/uma linha impressa/ em segmentos. / (rápido)
Tal como uma câmara cinematográfica, o olho retém "fotos" imóveis de cada uma das partes do texto impresso no papel. E o cérebro as interpreta como se elas compusessem um movimento contínuo. Curiosamente, nem o olho repousa sobre as palavras importantes, podendo fixar­se também sobre os espaços entre as palavras. O campo de nossa visão alcança a área imediatamente circundante ao ponto de fixação.
Treine seus olhos, para que se movam mais rapidamente
Experiências feitas por psicólogos revelam que um leitor médio, sem qualquer treinamento especial, pode ver quatro palavras conjugadas, de quatro letras cada uma, se elas forem projetadas numa tela por apenas um centésimo de segundo. Disso se conclui que, se o ato de ler 24.000 palavras por minuto.
Entre o ato de ver e a compreensão do significado das palavras existe porém, um intervalo de tempo aproximadamente um quinto de segundo. Além disso, em quase todos os leitores adultos o tempo que o olhar se fixa em cada ponto de fixação é de cerca de um quarto de segundo. Mas a diferença entre os leitores rápidos e os lentos não limita apenas ao tempo das pausas ­ inclui o total de repetições das fixações. Os leitores lentos olham para o mesmo ponto, ou para um ponto não muito distante, durante um tempo maior que o necessário para entender o significado da palavra.
O que você pode fazer para acelerar seu ritmo de leitura? Prestando muita atenção, você pode conseguir controlar seus movimentos oculares ou a amplitude de suas fixações. Neste sentido, voc6e pode também olhar mais adiante ao longo da linha digitada, além do que habitualmente faz. Não se desencoraje se isso tornar mais lentas suas primeiras tentativas. Acontece que você estará dando um número maior de elementos para seu cérebro dominar, e isso exige um certo esforço. Mas cinco minutos de prática por dia de fixação ­ permitirão que você aperfeiçoe seus hábitos de leitura em pouco tempo.
Caso você já seja um leitor rápido, o mesmo exercício poderá acelerar ainda mais sua velocidade de leitura, sem prejuízo da capacidade de compreensão do texto. Algumas pessoas alcançam velocidades excepcionais, como 10.000 palavras por minuto. Mesmo que você não precise, nem deseje chegar a tanto, não custa nada considerar as seguintes regras, enquanto elas não prejudicam o prazer de saborear a informação ou o estilo de texto.
1.Continue movendo sua leitura para diante, ampliando cada vez mais o espaço de visão.
2. Não volte atrás, a não ser que isso seja absolutamente necessário para entender o que já leu.
Uma voz dentro de você
Quando começamos a aprender a ler, é comum "fixarmos" palavra por palavra, em voz alta. Numa larga medida, os leitores lentos, ainda fazem isso, como se tivessem uma voz interior. Esse fenômeno ocorre, principalmente, quando a pessoa está cansada ou tem dificuldades de concentração. Em consequência, a velocidade de leitura diminui consideravelmente. Para certos tipos de leitura ­ como a poesia ­ isso é bom; o mesmo acontece quando se trata de um texto filosófico, hermeticamente elaborado ou de grande complexidade intelectual, no qual cada palavra por é si só extremamente importante. A maior parte dos textos em prosa, contudo, não exige tal excesso de atenção.
Em muitos casos, apenas uma palavra em cada três ( às vezes, uma em dez) pode ser suficiente para a compreensão de todo o texto. É como se fosse uma conversa cotidiana, na qual ouvimos inúmeras palavras mas nos fixamos em apenas algumas; isso já permite a plena compreensão do que o interlocutor está dizendo. Se, ao ler um texto, você puder fazer o mesmo, saltando tudo que não for absolutamente necessário ( os artigos e conectivos "o", "a", "e" etc.), certamente poderá aumentar consideravelmente sua velocidade de leitura. Parte do segredo consiste em olhar verticalmente tanto quanto horizontalmente.
Você pode correr os olhos pela página, antes de lê­la em detalhes, fixando­se nos conceitos essenciais para a compreensão do texto. Esta é uma técnica que, de certa forma, utilizamos quando lemos o jornal, por exemplo. E essa técnica pode ser aperfeiçoada. Para tanto, experimente o seguinte exercício: imprima essa página, ou pegue qualquer texto impresso, logo após, sublinhe as palavras que considera essenciais nesta página. Você descobrirá que uma dúzia delas pode lhe oferecer a chave de que necessita.
Seja confiante
Aspecto importante para a velocidade é a autoconfiança do leitor. Certas pessoas acham que precisam reler o que, na verdade, já foi perfeitamente entendido com o primeiro passar de olhos. Por outro lado, há indivíduos que sentem necessidade de ler palavra por palavra, quando isso é absolutamente desnecessário.
A vantagem dos leitores rápidos é que eles são capazes de variar sua velocidade de leitura, de acordo com a maior ou menor dificuldade de cada uma das passagens: eles se detêm nas partes mais difíceis e correm nas mais fáceis.
Os leitores lentos, ao contrário, tendem a manter sempre a mesma velocidade, e isso não é bom. Se, ao ler um trecho, você acha que entendeu o suficiente, corra logo para frente. Sempre é possível voltar atrás, não havendo portanto, o que temer.
Faça alguns exercícios
Para melhorar sua capacidade de leitura rápida, você pode fazer alguns exercícios muito simples:
1. Leia algumas palavras iniciais de um artigo de revista. Em seguida, passe imediatamente para o início da próxima sentença, e depois para o seguinte. Repita esse procedimento até o final da página, sem qualquer preocupação com o significado total do texto. Esse exercício visa unicamente treinar seu campo de atenção para se mover em área mais ampla. Faça isso uma vez por dia.
2. Leia varias vezes certa passagem de um artigo, até que você fique bem familiarizado com seu conteúdo. Depois disso, repita o primeiro exercício com o resto de texto, tentando perceber a direção do raciocínio do autor.
A leitura é um processo ativo que envolve tanto o cérebro quanto os olhos. Quanto mais você for capaz de antecipar o significado do que estiver lendo, tanto mais fácil será a apreensão das informações por meio de um número reduzido de chaves. Com a prática você poderá aumentar consideravelmente sua capacidade de ler com rapidez. Duas semanas de treinamento são suficientes, mas jamais se esqueça de que ler rapidamente, por si só, nada vale ­ a leitura deve constituir um prazer a ser plenamente usufruído, e não deve ser entendida como uma tarefa.
Resultados
Tempo gasto Palavra por minuto

2 minutos 587 3 minutos 392 4 minutos 294 5 minutos 234 6 minutos 196 7 minutos 168

"Invenções de vestibulandos"

Nílson Bertoni Júnior, de 18 anos, descobriu uma maneira de estudar matérias da área de Exatas: “Pego as fórmulas mais simples e, a partir delas, tiro as mais complicadas”. Esse é o método que o estudante vem usando, principalmente nos últimos dias que antecedem o vestibular da Fuvest.
O candidato, que vai prestar Ciência da Computação na USP, Unicamp, Mackenzie e Fatec, reconhece que tem mais facilidade em Exatas, por isso prefere se ater mais nessa área e tentar fixar alguns pontos das matérias de Humanas, que apresentam mais teoria. “Leio e tento tirar os itens principais”, explica.
Como estudar nunca foi o forte de Fernando Camargo Mendes, de 19 anos, ele teve de se desdobrar nas últimas semanas, mas, mesmo assim, reconhece que não sabe alguns conteúdos de Exatas. A solução foi “malhar” as matérias de Humanas e estudar o que acha mais fácil dentro das Exatas. O candidato vai prestar Psicologia na Fuvest e na PUC.
A abertura do mercado para o profissional de línguas levou Daniela de Lima Guedes, de 18 anos, a procurar pelo curso de Letras na USP. Embora tenha sido obrigada a ir para a escola pública na 3a série do ensino médio, Daniela se dedicou aos estudos no cursinho desde o início do ano e confia que vai passar. Mas admite que terá de controlar a ansiedade, porque percebeu que está mais sensível ultimamente. “Choro por qualquer coisa e sei que isso é resultado da pressão que venho sofrendo.”
Gênios da Fuvest dão a fórmula do sucesso
Se para alguns a fórmula para ser aprovado no vestibular da Fuvest é se debruçar sobre os livros e deixar de ir a festas e namorar, para outros a receita é levar uma vida normal e, principalmente, ter confiança e amar desde já a carreira escolhida. Tiago Kenji Takahashi, de 18 anos, primeiro colocado em Medicina na USP, com 908,1 pontos em mil possíveis, por exemplo, deixou de lado ‘‘as farras de final de semana’’ e estudava todos os dias. Adriana Gusman Telles, de 19 anos, outra futura médica, também continuou levando uma vida normal. ‘‘Só deixei de sair um pouco no segundo semestre’’, conta a quinta colocada na disputa por uma vaga na Medicina, com 897,2 pontos.
Adriana mora na Vila Nova Conceição, Zona Sul, e tem um irmão mais velho que é médico, mas diz que ‘‘ele não teve influência na minha escolha, eu pensava nisso desde pequena’’. Ela fez cursinho simultâneamente ao último ano do ensino médio em 99 e não passou no vestibular. No ano passado, fez cursinho de manhã e continuou namorando e passeando normalmente. ‘‘Só no segundo semestre deixei de lado convites para festas e idas à praia, mas não deixei de namorar. Posso garantir que é uma emoção indescritível ver o esforço recompensado.’’

Juliana Helena Costa Smetana, de 17 anos, moradora em Bragança Paulista, 80 quilômetros ao Norte da Capital, cursará Ciências Biológicas após ficar em 15o lugar na classificação geral, com 876,1 pontos. Ela é a melhor classificada que não optou por Medicina ou Engenharia. ‘‘Sempre gostei de genética e vou estudar na Unicamp, que está melhor estruturada do que a USP, inclusive tem o Centro Biológico Molecular’’, afirma a jovem, que só havia prestado o vestibular como treineira, no ano passado. ‘‘Fiz o terceiro ano do ensino médio e continuei levando a vida normalmente. A fórmula é escolher certo o que se quer, não fazer por obrigação’’, comenta. Ela é filha única e não teve influência de ninguém na escolha da profissão.

Conheça seu Relógio Biológico

Nas décadas de 70 e 80 foram realizados vários estudos sobre a influência do “relógio biológico” na capacidade de realizamos determinadas tarefas. Entende­se que é o relógio biológico que regula o fluxo de energia em nosso corpo, promovendo as variações energéticas durante o dia. Assim, inúmeros pesquisadores concordaram que a nossa capacidade de realização varia ao longo do dia. Desses estudos resultou o conhecimento chamado de “Nível de capacidade do uso do Tempo”.
Ora, se isto é verdadeiro – e realmente é – vamos fazer desta característica nossa principal aliada. Os seres humanos possuem “ritmos” diferentes, no entanto, no geral, a grande maioria obedece a um mesmo padrão, como por exemplo: a mente é mais ativa no período da manhã do que no período da tarde.
Segundo esses estudos, possuímos vários níveis de capacidade do uso do tempo, no entanto, vamos nos concentrar apenas nos dois primeiros: nível ótimo e nível bom.
1) Nível Ótimo ­ período onde temos uma maior rapidez de raciocínio, maior poder de concentração e de criação, maior clareza de expressão entre outras características. Esse período é bom para:
• estudos;
• cálculos complexos;
• análise de problemas;
• avaliação de desempenho;
• criação;
• reuniões estratégicas;
• elaboração de relatórios;
• análise de resultados;
• tomada de decisões relevantes;
• planejamento;
• elaboração de estratégias.
2) Nível Bom – período onde temos menos energia que o nível ótimo, mas mantemos o raciocínio claro, boa expressão, etc. Esse período é bom para:
• cálculos simples;
• leitura de livros;
• despachos;
• telefonemas sobre trabalho;
• atendimento a pessoas;
• verificação de correspondências;
• assinaturas de documentos cujo assunto já é conhecido;
• verificação dos e­mails.

Abaixo apresentamos a distribuição dos Níveis de Capacidade do Uso do Tempo durante o horário normal de estudo ou trabalho. Experimente utilizar esta tabela para programar suas atividade. Você alcançará melhores resultados.